AS ELEIÇÕES PAULISTAS E A POLÍTICA NACIONAL
Cláudio Gonçalves Couto¹
A disputa eleitoral no estado de São Paulo se reveste de relevância nacional por diversos motivos. Em primeiro lugar, trata-se da unidade federativa mais populosa do país e, portanto, também do maior colégio eleitoral: são 46,18 milhões de habitantes e 34,1 milhões de eleitores – 21,4% do eleitorado brasileiro. Por isso, quem postula o Planalto costuma ver no apoio de candidatos fortes ao Palácio dos Bandeirantes um trunfo relevante para suas próprias ambições. Daí as preocupações de Jair Bolsonaro em lançar o forasteiro Tarcísio de Freitas ao governo estadual em 2022 e de Lula em ter novamente Fernando Haddad como postulante em 2026.
A vitória de Tarcísio em 2022 teve significado particular, pois havia quarenta anos os paulistas não elegiam como governador o postulante mais à direita entre os competidores. Uma breve reconstrução histórica ajuda a compreender essa mudança e mostra como a disputa pelo governo paulista foi marcada pela presença constante de potenciais presidenciáveis.
Um breve histórico
Em 1982, no ocaso do Regime Militar, ocorreu a primeira eleição direta para governador desde 1965; nela, o PMDB se sagrou vitorioso com André Franco Montoro, derrotando o candidato do então governador biônico² Paulo Maluf (PDS), o ex-prefeito da capital (também biônico), Reinaldo de Barros. Além dele, também almejavam o cargo Jânio Quadros (PTB), que já havia sido eleito para governar o estado em 1954, e Lula, em sua primeira disputa eleitoral. Em 1986, foi eleito outro peemedebista, Orestes Quércia, batendo Paulo Maluf (PDS) e o megaempresário Antônio Ermírio de Moraes (PTB). O ciclo peemedebista se fechou com a eleição de Luiz Antônio Fleury Filho em 1990, novamente com a derrota do pedessista Paulo Maluf.
Na sequência se iniciou o longo ciclo de domínio do PSDB na política estadual paulista, com a vitória de Mário Covas sobre Francisco Rossi (PDT) e também sobre o candidato quercista Barros Munhoz (PMDB), que contou com o apoio informal do malufismo no primeiro turno. Rossi, embora estivesse no partido de Leonel Brizola naquela ocasião, sempre foi um político de direita, tendo iniciado sua carreira na Arena do Regime Militar. Covas foi reconduzido ao cargo em 1998, batendo a Paulo Maluf (PPB) no segundo turno, na primeira corrida estadual em que foi possível disputar a reeleição, tendo passado ao segundo escrutínio por uma vantagem ínfima sobre a candidata do PT, Marta Suplicy. Com a morte de Covas durante o exercício do segundo mandato, Geraldo Alckmin, seu vice, tornou-se governador, reelegendo-se para o cargo em 2002, quando superou Paulo Maluf (PPB) ainda no primeiro turno, batendo ao petista José Genoíno no segundo escrutínio.
Na disputa de 2006, o tucano José Serra se elegeu já no primeiro turno, superando o petista Aloizio Mercadante, mas também o ex-governador Orestes Quércia (PMDB). Por concorrer à Presidência da República quatro anos depois, Serra abriu espaço para o retorno de Geraldo Alckmin, que também foi eleito no primeiro turno, superando novamente Mercadante, bem como o postulante do PP de Maluf, Celso Russomanno, e o então presidente da Fiesp, Paulo Skaf (PSB). Alckmin se reelegeria em 2014, também ganhando no primeiro turno, e novamente superando Skaf, desta feita já no PMDB. A era peessedebista em São Paulo terminaria com a eleição de João Doria Júnior, ex-pupilo de Alckmin, mas já rompido com ele e ex-prefeito de São Paulo. Ele derrotaria, no segundo turno, o então governador Márcio França (PSB), que assumiu o cargo por ser vice de Alckmin, que renunciara para disputar novamente a Presidência da República. Skaf, ainda no (P)MDB, disputou pela terceira vez o governo estadual e novamente fracassou.
Ao longo de todo esse período, governadores e senadores de campos adversários foram frequentemente eleitos, numa demonstração de quanto a fragmentação da disputa pela Câmara Alta e as regras eleitorais distintas para as corridas majoritárias do Senado (sem dois turnos) e da governadoria (com esta possibilidade a partir de 1988) fizeram diferença. Em 1982 e 1986, apenas o PMDB foi vitorioso em ambas as contendas, mas em 1990, embora o governo estadual tenha sido conquistado por um peemedebista, para o Senado foi eleito o petista Eduardo Suplicy. Na eleição subsequente, o PSDB elegeu o governador e um senador (Serra), sendo a outra cadeira conquistada por Romeu Tuma, do PL, que disputou sem coligação com outros partidos. Em 1998, novamente o PT elegeu Suplicy, enquanto o PSDB manteve o governo estadual, com Serra. Quatro anos depois, Tuma (já no PFL e coligado ao PSDB) se reelegeu para o Senado, acompanhado do petista Aloizio Mercadante. Em 2006, Serra se tornou governador, com Suplicy reeleito mais uma vez para o Senado. Em 2010, Alckmin foi acompanhado por um senador de seu partido, Aloysio Nunes Ferreira, mas a petista Marta Suplicy conquistou a outra cadeira. Alckmin e Serra foram vitoriosos quatro anos depois e, finalmente, em 2018, o último governador tucano, Doria, fez-se acompanhar de uma correligionária no Senado, Mara Gabrilli, e de um bolsonarista, Major Olímpio (PSL).
A relação de nomes desta digressão histórica evidencia um segundo traço importante das eleições estaduais paulistas para a disputa nacional: ex-governadores ou postulantes ao governo de São Paulo figuram constantemente entre as principais lideranças políticas presidenciáveis. Vejam-se os casos aqui elencados: Quadros, Maluf, Lula, Covas, Serra e Alckmin – e, parcialmente, Doria, cuja pré-candidatura acabou não sacramentada por seu partido. Por fim, claro, há também o atual governador que disputa a reeleição, Tarcísio, cogitado por muito tempo como o candidato da ultradireita na disputa presidencial de 2026, mas ao fim preterido por Jair Bolsonaro, que optou por ungir Flávio Bolsonaro, seu filho mais velho.
O tamanho do eleitorado, bem como o peso político e econômico do estado na federação fazem dos líderes estaduais paulistas postulantes óbvios à Presidência da República – muito embora o único ex-governador a ter sucesso numa disputa presidencial democrática tenha sido Jânio Quadros, em 1960. Friso aqui o “democrática” porque ex-governadores paulistas que chegaram à chefia da nação na República Velha não o fizeram por meios democráticos, tendo em vista o caráter oligárquico daquele regime, que operava sob a égide do sistema coronelista, da política dos governadores e das fraudes generalizadas levadas a cabo nas diversas etapas dos pleitos. E, mesmo nesse período, entre os treze presidentes brasileiros, apenas três haviam sido governadores de São Paulo: Prudente de Moraes (1894-1898), Campos Sales (1898-1902) e Washington Luís (1926-1930). Júlio Prestes, embora vitorioso na eleição de 1930, não chegou a assumir, pois seu antecessor e padrinho, Washington Luís, foi deposto pelo golpe de Estado da Revolução de 1930, promovido por Getúlio Vargas.
As eleições de 2026
Na principal disputa, a da cadeira de governador, sete candidaturas foram inscritas. Em cinco delas, apenas chapas puras de partidos nanicos sem representação no Congresso Nacional: Agir, PCB, PCO, PSTU e UP. Com isso, a contenda real ficou restrita a dois postulantes, o governador incumbente Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o desafiante Fernando Haddad (PT). Tarcísio concorre coligado com dez partidos (quatro deles em duas federações): Republicanos, PL, MDB, Democrata, Avante, PSD, Federação Renovação Solidária (PRD-Solidariedade) e Federação União Progressista (União-PP); Haddad conta com uma aliança de sete partidos (cinco em duas federações): PDT, PSB, Federação Brasil da Esperança (PT-PCdo B-PV) e Federação PSOL-Rede.
Uma das consequências desse cenário foi o primeiro debate televisivo apenas com o atual governador e o concorrente petista, pois as demais candidaturas não preenchiam requisitos legais mínimos que obrigassem os organizadores a convidá-las. Assim, a disputa ficou afunilada também nos levantamentos de intenção de voto. Na última pesquisa Quaest divulgada antes da finalização deste artigo (08/09), na pergunta estimulada, Tarcísio aparecia com 42% das intenções de voto, contra 27% de Haddad; as demais candidaturas somavam apenas 4%, indicando a possibilidade da disputa se encerrar ainda no primeiro turno.
Também notável é a ausência de um candidato do PSDB na corrida ao governo estadual pela primeira vez desde 1990, evidenciando o declínio da agremiação, fundada em São Paulo, que por tantos anos governou o estado, e que uma única vez, desde 1989, teve como candidato presidencial uma liderança não-paulista (Aécio Neves, em 2014). O partido sequer tem nome próprio concorrendo ao Senado, deixando ao Cidadania, parceiro de federação, a incumbência de lançar a ex-vereadora paulistana Soninha Francine.
Além dessa candidatura ao Senado, merecem destaque entre os demais postulantes:
os aliados de Tarcísio de Freitas, o deputado estadual André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa, e o deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública do atual governador;
as aliadas de Fernando Haddad, ex-senadora, ex-candidata presidencial e ex-ministra do Planejamento de Lula, Simone Tebet (PSB) e a deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede);
o deputado federal e ex-ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro, Ricardo Salles (Novo);
Na pesquisa Quaest, Derrite e Marina Silva lideravam, com 14%, seguidos por Prado, com 7%, e Salles, com 3%. Tais números, contudo, destoavam dos aferidos em pesquisa divulgada três dias depois (11/09) pelo Datafolha, em que as duas candidatas aliadas a Haddad lideravam, ambas com 13%, seguidas por André do Prado, com 11%, Derrite com 10%, e Ricardo Salles com 5%. É ainda grande, contudo, o número dos que dizem não pretender votar em ninguém para esse posto (18%) e dos indecisos (14%). Ademais, as respostas mudam de acordo com a forma das perguntas. Quando se questiona quais seriam os preferidos para a primeira vaga, as duas candidaturas da chapa de Haddad aparecem com 15%, mesmo número de Derrite, seguidos por Prado (13%) e Salles (3%). As duas candidatas também permanecem à frente, com 11%, quando se pergunta sobre a segunda vaga, mas então seguidas por Prado (9%), Salles (6%) e Derrite (6%).
Tais discrepâncias, a indefinição de muitos eleitores e o maior desconhecimento dos candidatos sugerem que a eleição para o Senado é muito incerta e, como em anos anteriores, pode culminar em resultados destoantes dos indicados pelas pesquisas, como em 2022, quando o então favoritismo de Márcio França (PSB) não se concretizou, sendo a vaga conquistada pelo ex-ministro da Ciência e Tecnologia de Bolsonaro, Marcos Pontes (PL), com 50% dos votos contra 36%. Até a véspera daquela eleição, França tinha 43% no Ipec e 45% no Datafolha, enquanto Pontes contava com apenas 31% em ambas. Considerando-se ainda as já mencionadas características do sistema eleitoral na disputa pelo Senado e a dispersão de nomes, mais incerto se torna o resultado. Note-se, contudo, que algo já identificado no histórico eleitoral do estado, que é a possibilidade da escolha de senadores não alinhados ao governador, é algo que ainda se vislumbra nos levantamentos de intenção de voto.
Outro aspecto a ser destacado nas eleições paulistas é a disparidade do perfil eleitoral no interior e na Região Metropolitana da capital. Enquanto o primeiro tem, historicamente, um voto bem mais à direita, a segunda vota mais à esquerda. Em 2022, Lula e Haddad venceram na região metropolitana de São Paulo, mas perderam no interior para Bolsonaro e Tarcísio, e as pesquisas deste ano indicam cenário similar, embora com um melhor desempenho do governador incumbente agora na capital e em seu entorno do que na eleição anterior. Levantamento feito pelo Real Time Big Data em junho mostrava Haddad numericamente à frente de Tarcísio na capital e empatado na Região Metropolitana, embora perdendo por larga margem em todas as demais áreas do estado. Levantamento mais recente, do Datafolha, feito em agosto, mostrava um empate técnico entre os dois candidatos na Região Metropolitana, embora com vantagem numérica para Tarcísio (39% a 34%); no interior, contudo, o atual governador vencia por 49% a 22%. Na disputa pelo Senado, a diferença não era tão significativa, com números similares aos da intenção geral de voto, embora com um número maior de indecisos no interior.
Por fim, um comentário sobre as eleições proporcionais, para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados. Na ALESP, houve uma significativa mudança de composição, bastante relacionada ao declínio do PSDB e ao crescimento do PSD de Gilberto Kassab, que foi durante mais de três anos secretário de Governo de Tarcísio. Essa alteração fica clara na tabela a seguir.
Tabela 1. ALESP – Eleitos por partido em 2022 e bancadas em 2026
Partido | Eleitos 2022 | Atual (set/2026) | Variação |
PL | 19 | 21 | +2 |
PT | 18 | 17 | −1 |
PSD | 4 | 11 | +7 |
União Brasil | 8 | 9 | +1 |
Republicanos | 8 | 9 | +1 |
MDB | 4 | 6 | +2 |
PSOL | 5 | 5 | 0 |
PSB | 3 | 4 | +1 |
Podemos | 4 | 4 | 0 |
PSDB | 9 | 2 | −7 |
PP | 3 | 2 | −1 |
PRD | — | 1 | +1 |
Missão | — | 1 | +1 |
PCdoB | 1 | 1 | 0 |
Novo | 1 | 1 | 0 |
PSC | 2 | — | −2 |
Cidadania | 2 | — | −2 |
PDT | 1 | — | −1 |
Solidariedade | 1 | — | −1 |
Rede | 1 | — | −1 |
Total | 94 | 94 |
Fonte: elaboração propria
Essa alteração, contudo, não pode ser entendida isoladamente. Ela se deu acompanhada de uma grande mudança no número de prefeitos por partido. Em 2020 o PSD havia elegido 66 prefeitos, número que subiu para 312 às vésperas do pleito municipal de 2024, quando o partido conquistou 205 governos locais; hoje tem 207 prefeitos. O PSDB, por sua vez, elegeu 180 prefeitos em 2020 e viu esse número declinar para apenas 41 pouco antes das disputas municipais seguintes, quando conquistou só 21 prefeituras. Pode-se dizer que os dois partidos trocaram de lugar como força dominante no interior do estado. Também o antigo PTB, que desapareceu fundido no novo PRD, perdeu muitos prefeitos (49 dos 51 que havia elegido em 2022), grande parte deles para o PSD. Uma comparação importante aqui é com o Republicanos de Tarcísio. A agremiação elegera 25 prefeitos em 2020, subindo para 44 após a posse de seu governador; em 2024 conquistou 80 prefeituras – bem atrás do partido do secretário de Governo, Gilberto Kassab.
Considerando-se a importância dos prefeitos na eleição de deputados estaduais e federais – o efeito coattail reverso –, essa força do PSD no interior paulista pressagia um bom resultado para a agremiação nas disputas proporcionais; o partido deverá ter uma das maiores bancadas na ALESP e um significativo número de deputados em Brasília. Quanto a esta Casa Legislativa, a Tabela 2 traz os dados.
Tabela 2. Câmara dos Deputados – Representantes paulistas eleitos por partido em 2022 e bancadas em 2026
Partido | Eleitos 2022 | Atual (set/2026, est.) | Variação |
PL | 17 | 18 | +1 |
PT | 11 | 10 | −1 |
Podemos | 3 | 10 | +7 |
União Brasil | 6 | 3 | −3 |
PSD | 3 | 5 | +2 |
PSOL | 5 | 4 | −1 |
MDB | 5 | 4 | −1 |
Republicanos | 5 | 4 | −1 |
PP | 4 | 2 | −2 |
PSDB | 3 | 0 | −3 |
Cidadania | 2 | 2 | 0 |
PSB | 2 | 2 | 0 |
Novo | 1 | 2 | +1 |
Rede | 1 | 1 | 0 |
Solidariedade | 1 | 1 | 0 |
PSC | 1 | 0 | −1 |
PCdoB | 0 | 1 | +1 |
Missão | 0 | 1 | +1 |
Total | 70 | 70 |
Fonte: elaboração propria
Nota-se que na composição e na mudança da bancada paulista na Câmara dos Deputados os resultados são distintos daqueles da ALESP. Nela, embora também se note o declínio do PSDB, não se verifica o crescimento do PSD. Em vez disso, é o Podemos, partido bem menos relevante no contexto estadual e com um candidato insignificante na disputa pelo Senado em 2026 (Geraldo Rufino), que cresceu. Isso se explica em parte pela saída de deputados da federação União Progressista, temerosos quanto às suas chances de reeleição em uma chapa proporcional bem mais inchada e competitiva do que aquela que antes tinham em seus partidos originários, anteriormente à federação. O Podemos oferecia mais espaço e, ao mesmo tempo, precisava de candidatos competitivos para cumprir as exigências de votação mínima. Ademais, a presidente do partido, Renata Abreu, é deputada federal paulista e articulou diretamente as migrações em seu estado de origem.
Tendo em vista todo o cenário, é de se esperar que a bancada paulista na Câmara seja, em boa medida, similar à atual, com chances significativas de crescimento do PSD (dada sua boa base de prefeitos) e do Republicanos (na esteira dos votos do governador).
¹ Cláudio Gonçalves Couto Cientista político, professor do Departamento de Gestão Pública da FGV EAESP, pesquisador do Centro de Política e Economia do Setor Público (CEPESP FGV) e bolsista de produtividade do CNPq. Contatos: claudio.couto@fgv.br. Lattes: http://lattes.cnpq.br/3248653062660478.
² Chamava-se de “biônicos” aqueles eleitos indiretamente ou simplesmente nomeados para cargos representativos e de governo durante a Ditadura Militar. Eram os casos de governadores de estado e prefeitos de capitais (a partir de 1966 com o AI-3) e municípios considerados áreas de segurança nacional (a partir de 1968 com a Lei nº 5.449), bem como senadores (a partir de 1977 com o “Pacote de Abril” outorgado pelo presidente Ernesto Geisel).
As análises e opiniões apresentadas neste texto são de responsabilidade exclusiva de seu(s) autor(es). O Núcleo de Estudos sobre Política Local (NEPOL/UFJF) reafirma seu compromisso institucional com a pluralidade de perspectivas e com a diversidade teórica e metodológica que orienta a produção científica na Ciência Política brasileira.




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