top of page

DEPOIS DE DENARIUM: COALIZÕES, LIDERANÇAS E A DISPUTA PELO CAMPO CONSERVADOR EM RORAIMA

Geyza Alves Pimentel¹


As eleições de 2026 em Roraima ocorrem em um cenário político singular. Diferentemente de estados onde a competição eleitoral se organiza em torno da disputa entre campos ideológicos claramente definidos, a política roraimense tem sido marcada pela predominância de lideranças e coalizões situadas no campo conservador. Nesse contexto, as disputas eleitorais tendem a ser menos determinadas por diferenças programáticas e mais pela capacidade de articulação de alianças, pela construção de redes de apoio político e pela influência exercida por lideranças estaduais e municipais.


Nos últimos anos, a política estadual foi fortemente influenciada pela ascensão de Antonio Denarium ao governo e pela formação de uma ampla coalizão composta por partidos de centro-direita e direita, prefeitos, parlamentares e lideranças locais. Esse arranjo contribuiu para a consolidação de um ciclo político marcado pela estabilidade institucional e pela cooperação entre Executivo e Legislativo, garantindo ao governo estadual uma base de sustentação relativamente sólida.


Entretanto, os acontecimentos que antecederam as eleições de 2026 alteraram significativamente esse cenário. A cassação da chapa governamental, a posse interina de Soldado Sampaio (Republicanos) no comando do Executivo estadual, a saída de Mecias de Jesus da disputa eleitoral para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado e a reorganização das alianças partidárias produziram uma profunda reconfiguração das forças políticas em Roraima. Antigos aliados passaram a ocupar posições distintas no tabuleiro eleitoral, enquanto lideranças historicamente vinculadas a grupos rivais construíram novas convergências políticas.


Essa reorganização tornou-se particularmente visível na eleição suplementar realizada em 21 de junho de 2026. De um lado, Arthur Henrique, após migrar do MDB para o Partido Liberal (PL), passou a concentrar o apoio político de Antonio Denarium e de parcelas importantes do eleitorado conservador. De outro, Soldado Sampaio consolidou uma coalizão apoiada por lideranças tradicionalmente associadas aos grupos de Teresa Surita e Romero Jucá, evidenciando a fluidez das alianças que caracterizam a política estadual.


Apesar dessas mudanças, algumas continuidades permanecem evidentes. Os resultados eleitorais das últimas décadas demonstram a força das candidaturas conservadoras em Roraima, especialmente quando observadas as eleições presidenciais de 2018 e 2022. Ao mesmo tempo, a existência de comportamentos eleitorais diferenciados em municípios de forte presença indígena, como Uiramutã, revela que a predominância conservadora convive com territórios politicamente distintos, onde forças progressistas mantêm capacidade de mobilização e representação.


A análise baseia-se em resultados eleitorais, informações oficiais divulgadas pela Justiça Eleitoral, dados institucionais da Assembleia Legislativa de Roraima e acompanhamento do noticiário político estadual, dialogando com estudos sobre política subnacional e formação de coalizões no Brasil.


Partindo desse contexto, este artigo analisa as principais dinâmicas que estruturam a disputa eleitoral em Roraima nas eleições de 2026. Argumenta-se que o processo em curso não representa uma ruptura com a predominância do campo conservador, mas uma reorganização das lideranças e coalizões que passaram a disputar a condução desse espaço político após o enfraquecimento do arranjo construído durante o ciclo Denarium. Mais do que uma disputa entre direita e esquerda, as eleições de 2026 expressam uma competição entre diferentes projetos de liderança no interior de um mesmo campo político predominante.


O ciclo Denarium e a construção do governismo estadual


A eleição de Antonio Denarium ao governo de Roraima, em 2018, marcou uma importante mudança na política estadual. Beneficiado pelo avanço das candidaturas de direita em todo o país e pela expressiva votação de Jair Bolsonaro no estado, Denarium apresentou-se como alternativa aos grupos políticos que tradicionalmente disputavam o poder em Roraima. Sua vitória inaugurou um ciclo político marcado pelo fortalecimento de pautas conservadoras, pela defesa do agronegócio, pela regularização fundiária e por um discurso voltado ao desenvolvimento econômico.


Mais do que o resultado eleitoral de 2018, a principal marca desse período foi a construção de uma ampla coalizão governista. Ao longo de seus mandatos, Denarium reuniu partidos de centro-direita e direita, prefeitos, parlamentares estaduais e lideranças locais em torno de um arranjo político que garantiu estabilidade institucional e capacidade de governar.


Nesse processo, a Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) desempenhou papel fundamental. A relação cooperativa entre Executivo e Legislativo permitiu a formação de uma base parlamentar sólida, reduziu conflitos institucionais e ampliou a capacidade de articulação política do governo. Entre as lideranças que participaram desse processo destacou-se Soldado Sampaio, então deputado estadual e posteriormente presidente da Assembleia Legislativa, que integrou a base de sustentação do governo durante boa parte desse ciclo.


A força desse arranjo tornou-se evidente nas eleições de 2022, quando Denarium foi reeleito ainda no primeiro turno. O resultado confirmou sua posição como principal liderança política do estado e consolidou a predominância eleitoral das forças conservadoras em Roraima. Ao mesmo tempo, fortaleceu uma rede política formada por prefeitos, parlamentares e lideranças municipais que passou a exercer influência significativa sobre a dinâmica política estadual.


Entretanto, a estabilidade construída ao longo desse período não eliminou disputas internas. As discussões sobre a sucessão política, os projetos pessoais das principais lideranças e, posteriormente, os desdobramentos jurídicos que culminaram na cassação da chapa governamental contribuíram para enfraquecer a coesão da coalizão governista. O que parecia um arranjo político consolidado transformou-se, gradualmente, no ponto de partida para a reorganização das forças conservadoras que passaram a disputar o protagonismo eleitoral em 2026.


A crise do ciclo governista e a reorganização das alianças


A estabilidade política construída durante os governos de Antonio Denarium começou a ser tensionada à medida que se aproximava a sucessão estadual. Como ocorre frequentemente em sistemas políticos marcados por lideranças fortes e coalizões amplas, as disputas sobre quem conduziria o próximo ciclo de poder passaram a ocupar espaço crescente na agenda política estadual.


Esse processo ganhou intensidade após a cassação da chapa eleita em 2022. Além dos efeitos institucionais imediatos, a decisão provocou uma rápida reorganização das alianças que sustentavam o governismo roraimense. Partidos, lideranças e grupos políticos passaram a redefinir suas posições diante de um cenário marcado pela incerteza e pela abertura da disputa sucessória.


Uma das mudanças mais relevantes foi a ascensão de Soldado Sampaio (Republicanos) ao comando interino do governo estadual. Até então uma das principais lideranças da base governista na Assembleia Legislativa, Sampaio passou a ocupar posição estratégica no novo cenário político. Ao mesmo tempo, a saída de Mecias de Jesus da arena eleitoral para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado retirou do processo sucessório um dos principais articuladores do campo conservador roraimense.


Mais significativa, contudo, foi a recomposição das alianças políticas (Quadro 1). Soldado Sampaio afastou-se do grupo liderado por Antonio Denarium e aproximou-se de lideranças historicamente vinculadas a Teresa Surita e Romero Jucá. Em sentido inverso, Arthur Henrique, eleito prefeito de Boa Vista e identificado durante anos com o grupo de Teresa Surita, deixou o MDB e filiou-se ao Partido Liberal (PL), tornando-se o principal nome associado ao legado político de Denarium.


Quadro 1 - Reconfiguração das principais alianças políticas em Roraima (2024–2026)

Tabela com lideranças políticas e situação anterior/2026, citando Denarium, Arthur Henrique, Soldado Sampaio, Mécias e Teresa Surita.

Fonte: elaboração própria com base em informações eleitorais e noticiário político estadual.


A reorganização produziu uma inversão parcial das posições anteriormente ocupadas pelas principais lideranças estaduais. Enquanto Sampaio passou a construir uma coalizão apoiada por antigos adversários do grupo governista, Arthur Henrique consolidou-se como herdeiro político de uma parcela significativa da base construída durante o ciclo Denarium. A eleição suplementar realizada em junho de 2026 tornou essa nova configuração visível, revelando a permanência da influência política do ex-governador e, ao mesmo tempo, a capacidade de articulação de novas alianças.


O resultado foi a formação de duas coalizões competitivas situadas majoritariamente no campo conservador. Mais do que uma disputa entre direita e esquerda, o cenário eleitoral roraimense passou a refletir uma competição entre diferentes lideranças que buscam conduzir o mesmo espaço político após a fragmentação do arranjo que garantiu estabilidade ao estado nos anos anteriores.


As novas coalizões conservadoras em disputa


A reorganização política ocorrida após a crise do ciclo Denarium não produziu uma fragmentação ideológica do sistema político roraimense. Ao contrário, as principais lideranças que passaram a disputar o protagonismo eleitoral em 2026 permanecem situadas no campo conservador que domina a política estadual desde 2018. O que mudou não foi a orientação geral do eleitorado, mas a configuração das alianças que passaram a disputar sua representação.


Nesse contexto, a principal disputa eleitoral deixou de opor direita e esquerda e passou a envolver diferentes lideranças que buscam conduzir um mesmo espaço político. De um lado, consolidou-se a candidatura de Arthur Henrique, cuja filiação ao Partido Liberal (PL) simbolizou sua aproximação com o campo político associado ao legado de Antonio Denarium. O apoio do ex-governador revelou-se particularmente importante em razão da influência política que continuou exercendo junto a prefeitos, lideranças municipais e parcelas significativas do eleitorado, especialmente no interior do estado.


De outro lado, estruturou-se uma coalizão liderada por Soldado Sampaio. Beneficiado pela visibilidade decorrente do exercício do governo estadual e por sua trajetória à frente da Assembleia Legislativa, Sampaio ampliou sua rede de alianças ao aproximar-se de lideranças historicamente vinculadas aos grupos de Teresa Surita e Romero Jucá. Essa movimentação produziu uma das mais significativas reconfigurações políticas da conjuntura recente, reunindo atores que anteriormente ocupavam posições distintas no cenário estadual.


A eleição suplementar de junho de 2026 tornou visível essa nova dinâmica. Embora vinculados a trajetórias políticas diferentes, Arthur Henrique e Soldado Sampaio disputaram o apoio de um eleitorado majoritariamente conservador, mobilizando temas semelhantes, como desenvolvimento econômico, segurança pública, fortalecimento da gestão estadual e defesa dos interesses regionais.


O cenário resultante revela uma característica importante da política roraimense contemporânea: as alianças partidárias continuam relevantes, mas a capacidade de articulação das lideranças, as redes de apoio territorial e os acordos políticos frequentemente exercem influência ainda maior sobre a formação das coalizões. Mais do que uma disputa entre projetos ideológicos distintos, as eleições de 2026 expressam uma competição pela liderança do campo conservador após a fragmentação do arranjo político que sustentou o ciclo governista liderado por Antonio Denarium.


Nem todo Roraima vota igual: capital, interior e o caso de Uiramutã


A predominância das forças conservadoras em Roraima não significa homogeneidade eleitoral em todo o território estadual. Embora as eleições presidenciais e estaduais revelem ampla vantagem das candidaturas de direita na maior parte dos municípios, a distribuição espacial do voto evidencia diferenças importantes entre regiões e grupos sociais.


Boa Vista concentra cerca de dois terços do eleitorado estadual e exerce papel decisivo na definição dos resultados eleitorais. Ao mesmo tempo, os municípios do interior permanecem estratégicos para a construção de coalizões políticas, especialmente pela influência exercida por prefeitos, vereadores e lideranças locais. Não por acaso, tanto Arthur Henrique quanto Soldado Sampaio buscaram ampliar sua presença junto às lideranças municipais durante o processo eleitoral de 2026.


Entretanto, alguns municípios apresentam comportamento político distinto daquele observado na maior parte do estado. O caso mais emblemático é o de Uiramutã, município de forte presença indígena localizado na região nordeste de Roraima.


A singularidade política de Uiramutã está associada à consolidação de uma representação indígena organizada que ganhou visibilidade nas últimas décadas (Quadro 1). Um marco desse processo ocorreu em 2018, com a eleição de Joenia Wapichana, da Rede Sustentabilidade, primeira mulher indígena eleita deputada federal no Brasil. Embora não tenha conseguido renovar o mandato em 2022, sua trajetória contribuiu para ampliar a presença das pautas indígenas no debate político estadual.


Quadro 2 - Marcos da representação política indígena em Uiramutã (2018–2026)

Tabela com anos 2018-2026 e marcos políticos: eleição de Joenia, Tuxaua Benizio, vitória de Lula e reeleição.

Fonte: elaboração própria.


Paralelamente, Uiramutã consolidou uma dinâmica política própria. Tuxaua Benizio, também filiado à Rede Sustentabilidade, foi eleito prefeito em 2020 e reeleito em 2024, evidenciando a existência de uma base eleitoral relativamente estável associada às lideranças indígenas locais e a pautas relacionadas aos direitos territoriais, à educação diferenciada e às políticas públicas voltadas às comunidades indígenas.


Esse contexto ajuda a compreender a razão pela qual Uiramutã foi o único município de Roraima em que Luiz Inácio Lula da Silva venceu as eleições presidenciais de 2022 e por que a candidatura apoiada pelo PT voltou a apresentar desempenho diferenciado na eleição suplementar de 2026. Mais do que episódios isolados, esses resultados refletem a consolidação de uma trajetória política própria, sustentada por organizações indígenas, lideranças comunitárias e redes locais de representação.


O caso de Uiramutã demonstra que, embora o campo conservador continue predominante em Roraima, persistem territórios politicamente diferenciados que mantêm padrões eleitorais distintos do restante do estado. Nesse sentido, as clivagens políticas roraimenses não são apenas partidárias ou ideológicas, mas também territoriais e étnico-políticas.



Infográfico Roraima 2026: linha do tempo política, ícones coloridos e disputa entre coalizões conservadoras no estado.

O que está em jogo em 2026?


A reorganização das lideranças políticas em Roraima não eliminou a presença de temas que historicamente estruturam o debate público estadual. Embora os principais grupos em disputa estejam situados no campo conservador, a competição eleitoral continua sendo influenciada por agendas capazes de mobilizar diferentes segmentos da sociedade.


Entre os temas mais relevantes destaca-se o desenvolvimento econômico. Em um estado marcado por limitações logísticas, dependência do setor público e dificuldades de integração aos principais mercados nacionais, propostas relacionadas à infraestrutura, geração de empregos, atração de investimentos e fortalecimento das atividades produtivas continuam ocupando posição central no debate político.


Associada a essa agenda, a questão fundiária permanece como um dos temas mais sensíveis da política estadual. Os debates sobre regularização de terras, expansão das atividades econômicas e convivência entre áreas produtivas, unidades de conservação e terras indígenas seguem produzindo tensões que atravessam governos, partidos e movimentos sociais.


A migração internacional também mantém forte presença na agenda pública. Como principal porta de entrada de migrantes venezuelanos no Brasil, Roraima convive há mais de uma década com os impactos da crise migratória sobre os serviços públicos, o mercado de trabalho e as políticas sociais. Por essa razão, migração, segurança pública e gestão das fronteiras frequentemente aparecem articuladas nos discursos das lideranças políticas.


Outro tema recorrente é a segurança pública. Questões relacionadas ao controle das fronteiras, ao combate ao crime organizado e à ampliação da presença estatal em áreas estratégicas continuam entre as principais preocupações do eleitorado, conferindo centralidade à pauta da segurança nas disputas eleitorais.


As políticas voltadas aos povos indígenas também permanecem relevantes, especialmente em municípios com forte presença indígena, onde temas relacionados aos direitos territoriais, à educação diferenciada e às políticas públicas específicas continuam mobilizando lideranças e organizações locais.


Por fim, a relação entre Roraima e o governo federal ocupa posição singular na política estadual. A forte dependência de recursos federais faz com que debates sobre alinhamento político com Brasília influenciem não apenas a atuação dos governos, mas também as estratégias eleitorais das principais lideranças. Questões como migração, infraestrutura, desenvolvimento regional e políticas indígenas frequentemente extrapolam a esfera administrativa e tornam-se elementos centrais da disputa política.


Mais do que diferenças ideológicas profundas entre os principais candidatos, as eleições de 2026 refletem distintas formas de interpretar e administrar esses desafios. Nesse sentido, a disputa eleitoral roraimense continua sendo fortemente condicionada pelas especificidades territoriais, econômicas e sociais que caracterizam o estado.


Considerações finais


As eleições de 2026 em Roraima revelam um cenário político marcado simultaneamente por continuidade e transformação. De um lado, permanece a predominância de lideranças, partidos e eleitores situados no campo conservador, característica que tem marcado a política estadual desde pelo menos 2018. De outro, a crise que encerrou o ciclo governista liderado por Antonio Denarium promoveu uma profunda reorganização das alianças e reposicionou atores centrais do sistema político roraimense.


A análise desenvolvida neste artigo demonstra que a principal disputa eleitoral do estado não ocorre entre projetos ideológicos antagônicos, mas entre diferentes lideranças que buscam ocupar o espaço político construído ao longo dos últimos anos. A fragmentação da coalizão que sustentou o governo Denarium produziu novas articulações e rearranjos partidários, evidenciando a capacidade de adaptação das elites políticas diante de mudanças institucionais e eleitorais.


Nesse contexto, a aproximação entre Soldado Sampaio e lideranças historicamente vinculadas aos grupos de Teresa Surita e Romero Jucá, bem como a migração de Arthur Henrique para o Partido Liberal e sua aproximação com Antonio Denarium, ilustram a fluidez das alianças que caracterizam a política estadual. Mais do que uma disputa entre governo e oposição, o que se observa é uma competição pela liderança do campo conservador e pela condução do próximo ciclo político em Roraima.


Ao mesmo tempo, a existência de comportamentos eleitorais diferenciados em municípios como Uiramutã demonstra que a política roraimense não pode ser reduzida a uma única lógica de competição. A persistência de uma representação política indígena organizada e a manutenção de espaços de apoio a candidaturas progressistas revelam que a predominância conservadora convive com clivagens territoriais, sociais e étnico-políticas que contribuem para a diversidade do cenário estadual.


Por fim, as eleições de 2026 evidenciam que compreender a política de Roraima exige olhar para além das disputas partidárias formais. As relações entre lideranças, as redes de apoio territorial, a influência dos governos federal e estadual e as especificidades de uma unidade federativa marcada pela condição fronteiriça, pela diversidade étnica e pela forte dependência de recursos públicos continuam desempenhando papel decisivo na organização da competição política.


Mais do que definir vencedores e derrotados, o processo eleitoral em curso sinaliza a reorganização das forças que disputarão a condução do estado nos próximos anos. Nesse sentido, as eleições de 2026 podem ser compreendidas como um momento de transição política, no qual se redefine não apenas quem governa Roraima, mas também quais lideranças e coalizões serão capazes de construir o próximo ciclo de poder no estado.



¹ Geyza Alves Pimentel é professora da Universidade Federal de Roraima (UFRR). Pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Eleitorais e Políticas da Amazônia (NUPEPA/UFRR). Contato: geyza.alves@ufrr.br. Lattes: http://lattes.cnpq.br/5558187999257480.



As análises e opiniões apresentadas neste texto são de responsabilidade exclusiva de seu(s) autor(es). O Núcleo de Estudos sobre Política Local (NEPOL/UFJF) reafirma seu compromisso institucional com a pluralidade de perspectivas e com a diversidade teórica e metodológica que orienta a produção científica na Ciência Política brasileira.



Este artigo contou com o uso da ferramenta de inteligência artificial ChatGPT (OpenAI) como apoio à organização textual, revisão de linguagem e discussão da estrutura analítica do manuscrito. A concepção do tema, a seleção das fontes, a análise dos dados, a interpretação dos resultados e o conteúdo final do texto são de responsabilidade exclusiva da autora.



Comentários


Logomarca do NEPOL

Campus da Universidade Federal de Juiz de Fora
Rua José Lourenço Kelmer, S/Nº – São Pedro
Juiz de Fora – MG, 36036-900, Brasil

Mapa do site

Atendimento

+55 (32) 2102-3101
contato@nepol.blog.br

  • Instagram
  • Youtube
bottom of page